
O episódio de hoje contado é que era bem aproveitado. Como aqui não posso falar, vou esperar que a escrita consiga exprimir bem o que se passou hoje.
Durante o dia de hoje já estava a ficar preocupado por não ter acontecido nada de especial, e estava mesmo a ver que chegava ao fim do dia sem nada para pôr nesta Livraria Maravilha. Mas como que enviado pelo céu cai-me um em cima que valeu pelo dia enfadonho e chato que tive, embora este episódio, naquele momento, tivesse ainda agravado mais o meu estado de espírito.
Passando ao que interessa. Um cliente nos seus 17/18 anos (auge da puberdade com tudo a que dá de direito, borbulhas inclusive) chega ao balcão e diz: (Isto agora até vai merecer diálogo)
- Queria saber se têm cá livros do Nhakta. (Isto mesmo o som Nha...de Nhanha)
- Desculpe podia repetir? - Disse o vosso livreiro que não tinha percebido bem o cliente.
- Livros do Nhakzta....têm? - Repetiu o cliente. Eu continuei sem perceber nada...aliás esta segunda vez pereceu-me um nome completamente diferente do que aquele que foi dito em primeiro lugar.
- Sabe qual e editora? Ou o tema? Será Fantástico, Juvenil, Polícial? - Disse eu. Era para perguntar o nome do dito autor uma terceira vez, mas com receio de o cliente pensar que eu era burro por não conhecer Nhakzta tive de inventar a ver se chegava ao livro pretendido de outra maneira.
- Não sei qual é a editora do Nhassta. E juvenil ele não é de certeza, quanto ao tema, bem o tema é o castelo. - Respondeu o cliente. Bem aqui já me parecia outro autor diferente dos outros dois que ouvi antes. Cada vez que o cliente me dizia o nome do autor, todas essas vezes me pareciam nomes diferentes. E bem, a parte em que o cliente diz que o tema é o castelo ajudou a desvendar o dilema todo como devem imaginar. Foi só eu ir à secção Medieval e na letra "C" estava lá tudo o que era livro de Castelos....not!
- Então e esse autor escreve sobre quê? Filosofia, ensaios, romances? - Perguntei eu. Nesta altura ando a dar voltas à livraria para parecer ao cliente que estou quase quase a descobrir qual é o autor, tal como estou empenhado na procura dos seus livros. Mas lembrei-me desta:
- Esse nome é o primeiro ou último nome do autor? - Perguntou aqui o livreiro que estava já a esgotar as hipóteses.
- É o último...o primeiro nome é Frank! - Respondeu o cliente já a ficar maçado por eu estar a demorar tanto tempo a corresponder ao seu, mais do que elucidativo, pedido.
- Será Frank Kafka? - Perguntei eu, apercebendo-me que o cliente afinal de tudo estava era a falar fiambre...e aquela palavra em particular sempre que a repetia saía diferente.
- Pois...Frank Nhakfca, foi o que eu disse! - Responde o Cliente. Bem aqui foi a quarta vez em que o autor me pareceu diferente. Afinal era o Frank Kafka...mas que dito pelo cliente não se percebia nada. Ele não tinha um falar esquisito, somente o falar demasiado rápido, mas que dava para perceber tudo sem problemas. Era o raio daquela palavra que era estranha.
E pronto...levei o cliente aos livros do Kafka e ele lá ficou entretido, e possivelmente a pensar que eu não sabia quem era Kafka ou até que eu disse mal a palavra Kafka, que afinal diz-se Nhafka, e a esta hora está o cliente a escrever no blog dele a contar que um pacóvio de um livreiro não sabe dizer Kafka!
Durante o dia de hoje já estava a ficar preocupado por não ter acontecido nada de especial, e estava mesmo a ver que chegava ao fim do dia sem nada para pôr nesta Livraria Maravilha. Mas como que enviado pelo céu cai-me um em cima que valeu pelo dia enfadonho e chato que tive, embora este episódio, naquele momento, tivesse ainda agravado mais o meu estado de espírito.
Passando ao que interessa. Um cliente nos seus 17/18 anos (auge da puberdade com tudo a que dá de direito, borbulhas inclusive) chega ao balcão e diz: (Isto agora até vai merecer diálogo)
- Queria saber se têm cá livros do Nhakta. (Isto mesmo o som Nha...de Nhanha)
- Desculpe podia repetir? - Disse o vosso livreiro que não tinha percebido bem o cliente.
- Livros do Nhakzta....têm? - Repetiu o cliente. Eu continuei sem perceber nada...aliás esta segunda vez pereceu-me um nome completamente diferente do que aquele que foi dito em primeiro lugar.
- Sabe qual e editora? Ou o tema? Será Fantástico, Juvenil, Polícial? - Disse eu. Era para perguntar o nome do dito autor uma terceira vez, mas com receio de o cliente pensar que eu era burro por não conhecer Nhakzta tive de inventar a ver se chegava ao livro pretendido de outra maneira.
- Não sei qual é a editora do Nhassta. E juvenil ele não é de certeza, quanto ao tema, bem o tema é o castelo. - Respondeu o cliente. Bem aqui já me parecia outro autor diferente dos outros dois que ouvi antes. Cada vez que o cliente me dizia o nome do autor, todas essas vezes me pareciam nomes diferentes. E bem, a parte em que o cliente diz que o tema é o castelo ajudou a desvendar o dilema todo como devem imaginar. Foi só eu ir à secção Medieval e na letra "C" estava lá tudo o que era livro de Castelos....not!
- Então e esse autor escreve sobre quê? Filosofia, ensaios, romances? - Perguntei eu. Nesta altura ando a dar voltas à livraria para parecer ao cliente que estou quase quase a descobrir qual é o autor, tal como estou empenhado na procura dos seus livros. Mas lembrei-me desta:
- Esse nome é o primeiro ou último nome do autor? - Perguntou aqui o livreiro que estava já a esgotar as hipóteses.
- É o último...o primeiro nome é Frank! - Respondeu o cliente já a ficar maçado por eu estar a demorar tanto tempo a corresponder ao seu, mais do que elucidativo, pedido.
- Será Frank Kafka? - Perguntei eu, apercebendo-me que o cliente afinal de tudo estava era a falar fiambre...e aquela palavra em particular sempre que a repetia saía diferente.
- Pois...Frank Nhakfca, foi o que eu disse! - Responde o Cliente. Bem aqui foi a quarta vez em que o autor me pareceu diferente. Afinal era o Frank Kafka...mas que dito pelo cliente não se percebia nada. Ele não tinha um falar esquisito, somente o falar demasiado rápido, mas que dava para perceber tudo sem problemas. Era o raio daquela palavra que era estranha.
E pronto...levei o cliente aos livros do Kafka e ele lá ficou entretido, e possivelmente a pensar que eu não sabia quem era Kafka ou até que eu disse mal a palavra Kafka, que afinal diz-se Nhafka, e a esta hora está o cliente a escrever no blog dele a contar que um pacóvio de um livreiro não sabe dizer Kafka!

ohohohohohohohoh! Havias de ver eu a falar inglol ou espanholês. Também é de partir a moca. Que sorte o gajo não pedir pelo frank Nafta, levava logo com o bidon do pitroil.
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